Bem Vindo ao Homem das Antigas

Bem Vindo ao Homem das Antigas

Bem vindo ao blog do Homem das Antigas, um blog sobre assuntos do universo masculino, sobre homens católicos (e quem mais aqui encontrar algum valor), um blog sobre ritos e tradições. Tradições essas que jamais deveriam ter sido esquecidas pela sociedade atual, mas que infelizmente, ou estão esquecidas ou anatematizadas pelo status quo vigente.

Por muito tempo na história da humanidade tivemos os valores bem definidos e claros. Não apenas quais valores eram importantes seguir, mas também tínhamos, enquanto sociedade, o total entendimento dos porquês tais valores eram tão importantes e porque deveríamos segui-los e resguardá-los com total convicção.

Porém, assim como no início do filme O Senhor dos Anéis, a narradora abre o filme dizendo que a história virou mito, e o mito virou lenda e algumas coisas que jamais deveriam ter sido esquecidas, foram perdidas e que agora estamos novamente correndo sérios riscos por isso. Por termos esquecido não somente os “o que”, mas principalmente os “porquês”.

Nossa sociedade, nossa Igreja e principalmente, nossas famílias precisam de homens. E infelizmente, a percepção atual é a que coisas de igreja são coisas ultrapassadas, ou quando muito, coisas de mulheres.

Eu, porém, digo que Igreja é coisa de homem, coisa difícil e complicada de seguir, pois não há nada mais difícil do que tornar-se um santo. Santificar-se é adentrar-se em um combate espiritual diário, contra forças invisíveis e também contra forças muito tangíveis em nossa sociedade atual. Forças que vem tentando destruir até mesmo o conceito de família. Algo que até bem pouco tempo era inconcebível.

Um homem que não tenha a firme resolução de tornar-se santo, que não deseje e não consiga colocar em prática isso dentro de sua casa, e que principalmente, não tenha tentado fazer isso pelo menos uma única vez em sua vida, jamais compreenderá como é difícil ser santo. Pois somente aquele que tenha tentado sabe a verdadeira dificuldade que é ter de encarar-se diariamente, em suas falhas e mesquinharias, levantar-se novamente e retomar a batalha, que é diária.

Ainda esta semana estava lendo algo sobre as virtudes, do sentido e origem da palavra. Virtude vem de virtus, do Latim; que por sua vez vem de vir, que quer dizer Homem.

Virtus, significa valor, mérito, coragem, perfeição moral. No passar de muitos séculos, ser homem, sempre denotou ser virtuoso, corajoso e por fim, sempre foi uma questão de mérito. Nascer homem, quer dizer, nascer com o sexo masculino, ter cromossomos XY sempre foi, para os nossos ancestrais, algo diferente de tornar-se homem. Ser homem, no sentido biológico, é diferente de tornar-se homem.

Hoje em dia dizer frases já consagradas como “seja homem” a um filho, é para muitos um motivo de ultraje, de abuso para alguns extremistas, ou de mentalidade ultrapassada, para outros mais amenos. Porém, ao recorrermos às escrituras, ao lermos a passagem em que Davi, em seu leito de morte dá os seus últimos conselhos a seu filho Salomão, em 1 Reis 2:2, percebemos que a coisa mais importante a ser dita a seu filho seria “sê corajoso, comporta-se como homem”, que em Latim, na Biblia Vulgata podemos ler: “confortare et esto vir”.

Na versão em Latim, consegue-se extrair mais sentido ao que estou tentando aqui dizer, pois Confortare (sejais forte) e esto vir (seja homem), difere de comporte-se como homem.

Pausemos por um instante para visualizar a situação. Salomão ao lado de seu pai, Davi. Pronto para ouvir as palavras derradeiras da boca do Rei, seu pai. A expectativa do que seria dito. Por sua vez, seu pai Davi, pensando quais seriam as palavras mais importantes para se dizer a seu filho, quais conselhos seriam mais importantes?

Sejais homem! Torne-se um homem! Mediante uma miríade de frases de efeito que somos bombardeados diariamente nas redes sociais, livros de autoajuda; vídeos para empolgar plateia, nada ecoa mais forte nos dias atuais do que Sejais Homem!

Assim como a própria virtude não nasce do nada, a masculinidade, a hombridade não nos vem sem antes termos desprendido muito esforço na tarefa de nos tornarmos homens. O santo é por definição virtuoso, o santo é por definição heroico. Um ato heroico é, por definição, fazer algo que não faríamos por nosso simples querer, mas que mediante a necessidade vamos e fazemos mesmo assim.

A coragem enquanto virtude, por exemplo, não é quando uma pessoa se alça mediante o perigo por apenas fazê-lo, a coragem se torna virtuosa, quando mesmo estando morrendo de medo, para salvarmos alguém do perigo, mesmo que isso nos custe a própria vida, vamos e fazemos. Isso é coragem enquanto virtude, o resto é ser temerário.

Voltarei a falar muitas vezes aqui da hombridade, da virtude do “esto vir“. Por hoje, gostaria de convidá-lo a ponderar sobre essas coisas e de tomar a firme decisão de ser santo, de ter coragem, de ser homem!

Esqueça as bravatas, não tem essa de ‘sou macho alfa’! Não é disso que estou falando aqui. Há muitos websites por aí se o que desejas é inflar o seu ego machucado, preenchendo-o de conteúdo que o façam se sentir menos fracassado, menos covarde e sem espinha. Aqui não é para isso!

Igualmente, confronte o status-quo atual de que ser homem é ser parte do problema. O problema de nossa sociedade atual é justamente a falta de homens que tenham espinha e que se comprometam valentemente com a busca da santidade, da virtude e do heroísmo! Pois um homem que se valha, jamais abandona os seus; um homem que tenha um pingo de hombridade, jamais deixa de prover e de proteger os seus. Um homem santo, irá até as ultimas consequências para honrar sua esposa, seus filhos, seus pais.

Tudo o resto é sopa de letrinhas! Então, cavalheiros:

CONFORTARE ET ESTO VIR!

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